segunda-feira, 21 de agosto de 2017

TRAJES DO SÉC. XVIII


Estes esboços já têm uns bons anitos!
Trata-se de um trabalho, que fiz a título gracioso, para um grupo de teatro que pretendia levar à cena uma peça do séc. XVIII e precisava de guarda-roupa, que iria mandar fazer.
Dessa forma, incluí 10 figurinos (homem da corte; dona de casa; burguês; nobre; camponês; mulher do povo; artesão; mulher da corte; comerciante; camponesa).
Exponho, para já, apenas 4, em posição frontal/lateral.



segunda-feira, 7 de agosto de 2017

O BANDARRA- Almanaque Trimestral - 3º Trim. 2017


Só agora trago o registo desta publicação saída a seu tempo: princípio de Julho de 2017. Por vezes tenho picos de participação neste blog, outras entro em letargia relativamente a ele. É caso para dizer que, com tão prolongado hiato, até dá para esquecer a senha de entrada.
Estou com um trabalho "ciclópico" entre mãos. Trata-se de uma BD híbrida, com imagem e fotografia em todas as vinhetas, devidamente manipuladas (digitalizadas), tratadas e aglutinadas, por forma a conseguir uma unidade síncrona e graficamente enquadrada, embora se distinga uma da outra, dado que a fotografia está em muito mais baixa resolução.
Como sou um alfobre de ideias, não tenho possibilidades - porque sou humano - em concretizá-las todas, guardando algumas delas no congelador, mesmo quando já tenham sido iniciadas e tratadas.
Às vezes ouço dizer a algumas pessoas quando observam os meus trabalhos humildes e tratados pela informática: "isso torna-se fácil, pois o computador faz tudo"! E eu respondo: "os escultores também têm os ponteiros, o cinzel e o gradim, mas estes, por si só, não executam a escultura". O mesmo se passa com o desenho tratado em computador que, neste caso, possui ferramentas para o tratamento e que exigem uma outra "arte" para a execução da obra.
Para exemplo, cito a publicação que justifica este post. É toda tratada por mim num desktop e vai para a gráfica (capa e miolo) só para imprimir.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

"THE AFRICAN QUEEN" - A RAINHA AFRICANA (SINOPSE EM BD)


Não sei se é da lembrança de muitos, mas este filme, A Rainha Africana (The African Queen), realizado por John Houston, tem nos principais papeis Humphrey Bogart (que ganhou um Oscar de melhor actor por esta película) e Katharine Hepburn.
Foi rodado no ano em que eu nasci. Sempre nutri pelo filme um carinho especial, visionei-me muitas vezes e decidi, há uns tempos atrás, fazer uma sinopse (só com didascália da minha autoria), do argumento, fazendo-a acompanhar de imagens desenhadas por mim e extraídas naturalmente dos fotogramas.
O intuito era publicar uma pequena revista de vinte e tal páginas, com duas vinhetas em cada uma, respeitando o formato da projecção em écran. Essa revista seria então distribuída gratuitamente por amigos e coleccionadores.
Acontece que, a páginas tantas, surgiu novo projecto, e este passou a marinar encafuado num ficheiro
em "drive" própria. A ideia não feneceu, até porque queria também desenhar outras jóias do cinema (para mim), como o Ben-Hur, O Nome da Rosa, etc.




segunda-feira, 3 de julho de 2017

BANDARRA A CORES


Esta página já tem uns largos meses, a preto; a cor, dei-a hoje, para experimentar.
Com isto quero dizer que, se me der na veneta, ainda um dia completo uma obra com este padrão de enquadramentos e desenho, reformulando no todo um álbum que vai para 20 anos (1997), esse de formato A4 e de capa dura.
No caso de publicar esta versão, restar-me-á sair da seguinte indecisão: ou o faço em formato A5 (14,8x 21 cm) ou em 17x24 cm.
Esta página é uma das três que se enquadra na lenda "O Banco do Eco", uma vez que, para além da vida do sapateiro-profeta, incluo as lendas que foram coladas à sua figura.

sábado, 17 de junho de 2017

JOSÉ DO TELHADO - NOVA ABORDAGEM

Já trouxe a este espaço o tema deste bandoleiro português, para o qual fiz, em tempos, um trabalho de uma página semanal para um jornal da capital.
Já alterei os enquadramentos da série, não sei quantas vezes, impondo-se esse exercício de paciência através da apetência por novos formatos.
Desta vez, lá vem o eterno A5 - entre duas e cinco vinhetas por páginas - adoptando os desenhos publicados no semanário, enquadrando-os de forma a não incompatibilizar, o cerne do que então fiz, com a adopção de novas vinhetas.

O desenho de traço espontâneo mantive-o, tanto mais que, por ser do meu âmago, deixava para o limite o acabamento das pranchas semanais, o que não se coadunava com mais perfeição. Hoje podia melhorar o aspecto gráfico, mas acho graça a esta forma de desenvolvimento plástico.

Voltei para actualizar este "post", colocando aqui o desenho aguarelado com o auto-retrato do autor (que sou eu), baseado numa fotografia dessa pose marcial. Como facilmente se verifica, esta pintura serviu de base para a gravura do José do Telhado no projecto de capa acima exposto.
Trata-se de um desenho com alguns anos, quando ainda tinha outros óculos, o cabelo mais escuro e, obviamente, menos idade.
A primeira imagem desta nova abordagem - e única como vinheta inteira de página - não pertence à edição original deste trabalho, mas que encaixa neste como abertura.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

PRÉMIO GICAV BD


Foi neste sábado passado, dia 3, que decorreu, na Aula Magna do IPV de Viseu, a 25ª Edição  dos Prémios da Revista ANIM'ARTE, relativos ao ano de 2016. Estes galardões são  um reconhecimento público do trabalho realizado por todo o tipo de agentes culturais, institucionais e desportivos.
O Júri teve a cortesia de me comunicar, bem antecipadamente, primeiro por telefone e depois por escrito, que me tinha sido atribuído o galardão relativo à BD, um reconhecimento público da obra que tenho publicada. Não divulguei a distinção, tanto mais que me propus reservar essa consideração para quem de direito, no momento oportuno e no lugar próprio.
Na breve intervenção que tive o ensejo de proferir, para além de agradecer ao Júri a distinção, bem como à promotora revista ANIM'ARTE do GICAV (Grupo de Intervenção e Criatividade Artística de Viseu), achei por bem realçar e prestigiar esta forma de arte comunicativa (que se diz 9ª arte quando, de facto, foi a 1ª, precedendo a escrita, uma vez que na pré-história se narrava através da sequência desenhada), contando até um breve episódio que se passou comigo.
Numa ocasião em que fui apresentado a uma figura pública como um autor de livros, mormente de ficção e de História, incluindo também obras de banda desenhada, a figura arqueou as sobrancelhas e inquiriu, dirigindo-se-me com alguma perplexidade:
- O senhor faz banda desenhada! A sério?...
Eu respondi:
- Não. Apenas faço banda desenhada, a brincar; os leitores é que a levam a sério.
Sobre o desenho e a escrita, achei por bem dizer que o próprio A que consta do galardão começou por ser o desenho fenício da cabeça de um touro (o Aleppo sírio, que corresponde ao aleph do alfabeto hebreu, etrusco e romano/cirílico) antes de se transformar na primeira letra do alfabeto latino.
Reparem bem na forma em V da cabeça de touro, atravessada pelos chifres,
Aleph fenício
com evolução através dos tempos de forma a rodar e ficar como hoje a encontramos.
É caso para dizer que, quando escrevemos, estamos a desenhar figuras de animais e objectos do quotidiano ancestral.

Ilustro esta informação com uma fotografia do troféu e uma outra, tirada pelo meu amigo Agostinho Barreiros, através do telemóvel.


sexta-feira, 26 de maio de 2017

PROJECTOS ABANDONADOS - O MALHADINHAS


Já aqui falei deste projecto. Executei quase toda a obra com o prazer que me deu adaptar, para esta linguagem, a novela do Mestre. É claro que não a publicarei, tanto mais que sobre o texto pendem direitos autorais, os quais julgo repartidos entre os familiares de Aquilino e uma editora. No entanto, considero que, o gosto em fazer este trabalho, compensa as horas que o mesmo levou a executar.